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11/07/2008 11:16
Mulher, não apanhe!
Na crônica passada, as meninas que - no título - não deveriam se casar são as mulheres que nunca deixam para trás as ilusões de meninas. Talvez, todas. Mulher é sensível demais para deixar de sonhar.
Mas, certos sonhos viram pesadelos e há mulheres que, ainda assim, não conseguem deles se livrar. Apanham, vêem os filhos apanharem, as filhas serem molestadas, são traídas e, além de tudo, proibidas de sair de casa. Não vivem, têm sobrevida. Isto porque, há homens maus. Homens que acreditam que suas mulheres são objetos de manipulação ou bichos com os quais, para se igualarem, só falta terem seus corpos marcados a ferro quente com a letra de seu dono.
Entretanto, alguns homens deixam sim, nelas, as suas marcas. Inúmeras vezes visíveis e outras vezes, talvez mais profundas, pois coabitam suas almas.
Assim, como Luiza, Maria apanhava do marido. Até receber dele um tiro nas costas e ficar paraplégica no ano de 1983. Seu caso ficou famoso e seu nome, Maria da Penha, virou nome de lei brasileira criada, em agosto de 2006, para proteger mulheres vítimas de violência doméstica.
Tal lei endurece as penas para tais homens. Estes agressores podem ser presos em flagrante ou terem decretada a prisão preventiva. A pena máxima passa de um para três anos de detenção.
As penas endureceram. Mas os sonhos de menina, provavelmente, ainda povoam os corações de tais mulheres. Por isso, meninas, não deixem seus sonhos e suas vidas para trás. Mulheres, não apanhem!
Priscilla Porto
Publicada no jornal O LIBERAL, de Ouro Preto, em 11/07/08.
priscillaporto@gmail.com
enviada por priscillaporto
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