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30/05/2008 14:25
MUITO...
...sozinho, parece pouco. Já se o título acima fosse "pouco", estranhamente, a sensação seria superior.
Como quando somos pequenos e queremos ser adultos. Porém, já adultos, perdemos tanto. E quando crianças os sentimentos, os sonhos e as ilusões pareciam ser (ou realmente eram) muito melhores.
Pontos de vistas norteiam o modus vivendi das pessoas. Você pode passar o dia inteiro enfiado dentro das quatro paredes do seu trabalho e, mesmo assim, não se esquecer dos horizontes, do algo "a mais", do elixir mágico que lhe é jogado assim que você se levanta da amorosa cama. Por outro lado, você pode viver enfurnado em casa ou a vagar pelas ruas e, nem perceber, o quanto olhar para uma nuvem se espessando, uma janela se abrindo ou um pássaro plainando é único - e que bilhões de pessoas que foram quase iguais a você, já não podem fazer mais.
Não há no google ou nos livros da Ana Maria Braga, a receita de como viver bem. Para uns, viver bem é seguir um caminho, para outros pode ser sempre esperar que o caminho apareça.
Talvez, mas nem tenho a reles certeza, o certo seja respeitar o modo de viver que cada um escolhe. Muito ou pouco são conceitos, são palavras. E o que elas podem dizer ou expressar dificilmente alcança a unicidade de "ser'.
Priscilla Porto
Publicada no jornal O LIBERAL, de Ouro Preto, em 30/05/08.
priscillaporto@gmail.com
enviada por priscillaporto
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